O programa CNH do Brasil ultrapassou a marca de 2 milhões de documentos emitidos nos primeiros nove meses de funcionamento. Lançada em dezembro de 2025, a iniciativa recebeu mais de 7,3 milhões de pedidos de primeira habilitação até agosto de 2026.
Segundo o Ministério dos Transportes, o número de novos habilitados cresceu 17,1% em comparação com o mesmo período de 2025. Isso representa aproximadamente 292 mil motoristas a mais entrando legalmente no trânsito brasileiro.
Uma das principais mudanças foi a oferta gratuita do curso teórico pelo aplicativo CNH do Brasil. Mais de 4,3 milhões de pessoas concluíram essa etapa digital até agosto, crescimento de 121,4% em relação ao ano anterior.
Também houve redução da carga mínima obrigatória de aulas práticas: de 20 para duas horas. O candidato pode fazer mais aulas caso considere necessário, escolhendo entre uma autoescola ou um instrutor autônomo autorizado pelo Detran. A Resolução nº 1.020/2025 do Contran mantém a supervisão profissional e a obrigação de aprovação nos exames.
Apesar das facilidades, tirar a carteira não ficou totalmente gratuito. Permanecem os custos com taxas estaduais, avaliação médica, exame psicológico e provas teórica e prática. Os valores podem variar de acordo com cada estado.
O Governo Federal estima que as mudanças tenham gerado impacto econômico de R$ 9,64 bilhões. Esse valor não representa dinheiro distribuído à população, mas uma projeção das economias obtidas com cursos, aulas, renovação de documentos e deslocamentos evitados.
Além de facilitar a mobilidade, a redução dos custos pode ampliar oportunidades de trabalho. Para milhões de brasileiros, a CNH não é apenas um documento: é uma exigência para conseguir emprego e aumentar a renda. O desafio agora é garantir que a simplificação do processo caminhe junto com uma formação segura e responsável para o trânsito.
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