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Saúde Genéricos

Anvisa aprova genéricos contra diabetes e obesidade

Medicamentos à base de liraglutida podem ampliar as opções de tratamento e aumentar a concorrência, mas continuam exigindo receita e acompanhamento médico

10/09/2026 17h27
Por: Ivan Amorim
Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa - Foto: EBC
Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa - Foto: EBC

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro de dois medicamentos genéricos à base de liraglutida, substância utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. As autorizações foram concedidas à farmacêutica brasileira EMS e publicadas no Diário Oficial da União em 8 de setembro de 2026. Os dois produtos são injetáveis e apresentam concentração de 6 mg/mL. Agência Brasil

A liraglutida pertence à classe dos medicamentos que imitam a ação do hormônio GLP-1. Ela contribui para o controle da glicose no sangue, retarda o esvaziamento do estômago e aumenta a sensação de saciedade. Por isso, dependendo da indicação aprovada, pode ser utilizada tanto no controle do diabetes quanto na redução de peso.

A aprovação dos genéricos pode estimular a concorrência e ajudar a diminuir os custos do tratamento. Entretanto, o registro da Anvisa não significa que os medicamentos estarão imediatamente disponíveis em todas as farmácias. A chegada ao mercado e os preços finais ainda dependem das decisões comerciais da fabricante.

É importante esclarecer que a liraglutida não é a mesma substância encontrada em medicamentos como Ozempic, Wegovy ou Mounjaro. Esses produtos utilizam outros princípios ativos. Outra diferença é que a liraglutida geralmente exige aplicação diária, enquanto algumas canetas mais recentes são administradas semanalmente. Folha de S.Paulo

Apesar da possível redução de preços, esses medicamentos não devem ser tratados como soluções rápidas ou meramente estéticas. A venda das chamadas canetas emagrecedoras exige prescrição médica com retenção da receita. O tratamento precisa considerar o estado de saúde, a dose adequada e os possíveis efeitos adversos de cada paciente. UOL

A decisão representa um avanço importante para ampliar o acesso, mas o uso responsável e o acompanhamento profissional continuam indispensáveis.

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