O andamento de um dos maiores pacotes recentes de pavimentação de Sinop voltou a provocar cobranças na Câmara Municipal. Vereadores questionam a quantidade de trabalhadores e máquinas mobilizados pela CTA Empreendimentos e afirmam que existem serviços parados ou avançando lentamente, especialmente nas Chácaras Planalto e na Comunidade Adalgisa.
Na sessão mais recente, o vereador Ênio da Brígida declarou estar decepcionado com a situação encontrada e defendeu a criação de uma comissão parlamentar para acompanhar o contrato, o processo licitatório e a execução das obras. Juventino Silva também cobrou providências da administração municipal e a aplicação das penalidades previstas, caso seja comprovado o descumprimento do cronograma.
As declarações representam a avaliação dos parlamentares e ainda não constituem uma conclusão de auditoria ou de processo administrativo.
As reclamações não começaram agora. Em julho, após uma vistoria realizada por Moisés do Jardim do Ouro, Gilsimar Silva e Ênio da Brígida, os vereadores já haviam apontado acessos comprometidos, várias frentes abertas simultaneamente e dificuldades enfrentadas pelos moradores. Na Estrada Adalgisa, a retirada de uma ponte de madeira obrigou algumas famílias a utilizar caminhos mais longos.
O pacote foi anunciado pela Prefeitura em maio e prevê mais de 120 mil metros quadrados de pavimentação, distribuídos por 13 pontos de Sinop. O investimento contratado é de aproximadamente R$ 38,2 milhões e abrange mais de 15 quilômetros de vias. Entre as localidades contempladas estão Estrada Dalva, Bom Jardim, Chácaras Planalto, Comunidade Adalgisa, Águas Claras, Maria Carolina e Rua Alberto Baranjak.
A Prefeitura informou anteriormente que o contrato é acompanhado pela Secretaria Municipal de Obras. Em julho, a administração afirmou que o cronograma da Comunidade Adalgisa precisou ser ajustado após a descoberta de uma surgência de água durante a drenagem. Em agosto, uma ponte provisória foi instalada na Estrada Cirineu Coan para restabelecer o acesso dos moradores.
As novas críticas, porém, mostram que as providências adotadas ainda não encerraram as preocupações. Com a aproximação do período chuvoso, obras abertas podem ampliar problemas como lama, atoleiros, interrupção de acessos e risco de acidentes.
Mais do que anunciar investimentos, cabe ao poder público informar quanto já foi executado, quais etapas estão atrasadas, quantos trabalhadores e equipamentos estão disponíveis e quais medidas serão tomadas contra eventuais descumprimentos. Quando uma obra demora, quem suporta os transtornos é a população.
Até a conclusão deste texto, não foi localizada uma manifestação pública da Prefeitura ou da CTA posterior às cobranças apresentadas em setembro. O espaço permanece aberto para esclarecimentos e atualização das informações.
Fontes: Prefeitura de Sinop, Prefeitura — acesso à Comunidade Adalgisa, Deixa Que Eu Te Conto e Só Notícias.
Habitação Quase 800 famílias receberão as chaves da casa própria em Sinop
Aniversário Sinop aos 52 anos: uma cidade construída por muitas mãos
Mobilidade urbana Sinop substitui rotatória por semáforo no cruzamento das avenidas Tarumãs e Acácias
Literatura Projeto Literatura que Transforma lança seis livros em Sinop
Natureza Harpias revelam a riqueza escondida nas matas de Sinop
Promessas e atrasos Nova escola é anunciada, mas Sinop ainda espera a conclusão de obras antigas

Mín. 24° Máx. 38°
Mín. 24° Máx. 40°
Tempo nubladoMín. 25° Máx. 41°
Tempo limpo



