O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% nos valores do Bolsa Família. Com a mudança, o benefício mínimo por família passará dos atuais R$ 600 para R$ 691 — um acréscimo de R$ 91 mensais.
Os pagamentos reajustados começarão em 19 de outubro, seguindo o calendário organizado pelo número final do NIS. Em setembro, os beneficiários ainda receberão os valores antigos. Quem já participa do programa não precisará fazer nova inscrição para ter acesso ao aumento.
Além do piso mínimo, os demais componentes do Bolsa Família também serão corrigidos. O valor pago por integrante da família passará de R$ 142 para R$ 164. O adicional destinado às crianças pequenas subirá de R$ 150 para R$ 173, enquanto o benefício complementar para gestantes, lactantes, crianças e adolescentes aumentará de R$ 50 para R$ 58.
Segundo o governo, o valor médio recebido pelas famílias deverá passar de R$ 675 para aproximadamente R$ 777. O reajuste foi calculado com base no INPC acumulado desde março de 2023 e pretende recuperar parte do poder de compra perdido com a inflação.
Continuam elegíveis as famílias inscritas no Cadastro Único com renda mensal de até R$ 218 por pessoa. Também permanecem as exigências relacionadas à frequência escolar, vacinação, acompanhamento nutricional das crianças e pré-natal das gestantes. A entrada de novas famílias, entretanto, não acontece automaticamente e depende da análise cadastral e da disponibilidade orçamentária.
O aumento terá custo estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22,7 bilhões em 2027. O governo afirma que haverá remanejamento de recursos, sem elevação das despesas totais previstas para este ano.
O momento do anúncio também chama atenção: a decisão foi divulgada 17 dias antes do primeiro turno, e os novos valores começarão a ser pagos poucos dias antes de um eventual segundo turno. O governo nega finalidade eleitoral e afirma que se trata de recomposição inflacionária. Ainda assim, a proximidade das urnas torna necessária a fiscalização sobre os recursos e o uso político da medida. Para as famílias beneficiárias, porém, o reajuste representa um alívio concreto diante do custo dos alimentos, do gás e das demais despesas básicas.
Fontes: Folha de S.Paulo e UOL Economia.

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